Volvo EX30: vendas e capacidade de produção
O novo Volvo EX30 segue ganhando espaço no mercado. Mantido esse ritmo, ele deve terminar 2024 como o 100% elétrico mais vendido da marca. Só em março, a Volvo entregou 8681 unidades no mundo, ao mesmo tempo em que a capacidade de produção da fábrica continua em expansão.
Esse avanço, de acordo com a fabricante, vem acontecendo de forma consistente. Isso aparece tanto no aspecto ambiental - a Volvo acabou de incorporar mais uma fábrica neutra em carbono ao seu portfólio - quanto no lado financeiro, sem ser afetada pelas disputas de preços que vêm comprimindo as margens de várias montadoras.
Margens do Volvo EX30 e comparação com Tesla e Rivian
Mesmo sendo o elétrico menor e mais acessível da Volvo (em Portugal, os preços partem de 37 894 €), o Volvo EX30 é o modelo com melhor margem da marca. Segundo a INSIDEEVS, a empresa sueca tem alcançado margens brutas entre 15 e 20% com o EX30.
Na comparação com outras marcas, o resultado fica acima do que Tesla e Rivian conseguiram no último trimestre de 2023: 17,4% e 15%, respectivamente.
A estratégia da Volvo
Em março, a Volvo comemorou um marco inédito: chegou ao acumulado de um milhão de veículos 100% elétricos vendidos globalmente. O dado é relevante porque a montadora sueca pretende que, em 2025, 50% das suas vendas venham de modelos 100% elétricos.
Para 2030, a expectativa é que esse percentual chegue a 100%, ano em que sairá de suas fábricas o último modelo com motor a combustão. Antes disso, a despedida dos motores Diesel já ocorreu.
Olhando para o curto e médio prazo, a Volvo vai sustentar sua estratégia nos já conhecidos EX30, EX40, EC40, EX90 e EM90. Em 2025, esse grupo receberá mais um integrante, ainda sem nome divulgado, que deve se tornar o primeiro Volvo da história produzido com injeção de metal líquido - o chamado mega casting - para fabricar partes do chassi.
Para quem não conhece o processo, trata-se da mesma técnica que a Tesla vem usando no Model Y e que ajudou a marca americana a reduzir de forma significativa o tempo e o custo de produção. Em vez de soldar várias peças metálicas individuais para formar um componente único, o mega casting injeta o metal em um molde e cria a peça final de uma só vez.
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