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Tesla deve demitir mais de 10% após queda de 8,5% nas vendas no 1º trimestre

Carro elétrico sedan Tesla 25K azul claro exibido em showroom moderno com piso branco brilhante.

As entregas da Tesla no primeiro trimestre do ano caíram pela primeira vez em quatro anos. Na comparação com o mesmo período de 2023, a retração foi de 8,5%, passando de 422 875 unidades para 386 810 unidades.

Queda nas vendas e plano de demissões da Tesla

Segundo um comunicado interno ao qual a Reuters teve acesso, a empresa de Elon Musk planeja demitir mais de 10% da sua força de trabalho em todo o mundo.

O documento não detalha o número exato de pessoas impactadas. Ainda assim, como a Tesla terminou 2023 com 140 473 funcionários, um corte desse tamanho pode atingir mais de 14 mil trabalhadores.

Saídas na liderança e a reação de Elon Musk

O cenário se soma a outras notícias negativas recentes: além de ter registrado o pior trimestre em quatro anos, a companhia viu duas saídas de alto escalão serem anunciadas nos últimos dias, ambas publicadas na rede social X. Drew Baglino, vice-presidente sênior responsável pelo desenvolvimento de baterias, e Rohan Patel, vice-presidente de políticas públicas, comunicaram que deixariam a empresa.

"A cada cinco anos, precisamos reorganizar e simplificar a empresa para a próxima fase de crescimento"

  • Elon Musk (@elonmusk) April 15, 2024

Também no X, Musk respondeu ao tema das demissões com a mesma ideia: “A cada cinco anos é necessário reorganizar e otimizar a empresa para uma próxima fase de crescimento.”

“Nós procedemos a uma análise exaustiva da empresa e tomámos a difícil decisão de reduzir o nosso número de trabalhadores em mais de 10% a nível global.”

Elon Musk, no comunicado divulgado pela Carscoops

O tempo não para, nem para a Tesla

A Tesla, assim como outros fabricantes de carros elétricos, vem encontrando obstáculos para acompanhar o ritmo das tendências de demanda do mercado. Mesmo apostando em reduções de preços, a estratégia não foi suficiente para reacender a procura.

Para analistas, o teor do comunicado e o corte de pessoal reforçam a leitura de que a Tesla pode enfrentar dificuldades para sustentar a sua trajetória de crescimento.

“A Tesla está a amadurecer enquanto empresa e não é a história de crescimento que costumava ser. Despedimentos implicam que a gestão da empresa prevê que a procura fraca persista.”

Craig Irwim, analista na Roth Capital

Apesar dessa interpretação, o diretor executivo não citou diretamente o atual “arrefecimento da procura”. Em vez disso, justificou os desligamentos apontando uma “duplicação de funções e cargos em determinadas áreas”.

Model 2 e o rumor do “elétrico de 25 mil euros”

Vale lembrar que, há pouco tempo, a Tesla também voltou ao centro das atenções após a Reuters afirmar que a empresa desistiria de produzir o aguardado “elétrico de 25 mil euros” - o Model 2.

Musk rebateu a informação no X e acusou o veículo de imprensa de mentir. Desde então, não houve novos comentários sobre a controvérsia.

Fonte: Reuters e Carscoops

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