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DeepL corta um quarto do quadro de pessoal após avanço da IA

Jovem trabalhando em escritório moderno com laptop e monitor, analisando dados em ambiente iluminado.

DeepL reduz equipe e aponta a IA como motivo

A DeepL, empresa de tradução baseada em inteligência artificial (IA), informou nesta quinta-feira que vai enxugar cerca de um quarto do seu quadro de pessoal, alegando que a IA passou a tornar essas funções desnecessárias.

Cortes anunciados pelo CEO Jarek Kutylowski

Segundo o CEO e fundador Jarek Kutylowski, aproximadamente 250 dos mil funcionários da DeepL, com sede na Alemanha, serão desligados. Ele detalhou a decisão em uma publicação no LinkedIn.

"Estamos atualmente a viver uma enorme mudança estrutural no que diz respeito ao tipo de trabalho existente, quem o realiza e quantas pessoas são necessárias para o fazer bem, e essa mudança deve-se à IA", escreveu.

"Isso significa menos níveis hierárquicos, decisões mais rápidas e muito menos tempo gasto em idas e vindas que atrasam as grandes equipas", acrescentou.

Cortes de vagas ligados à IA em outros setores

A medida se soma a uma sequência recente de reduções de postos de trabalho atribuídas à tecnologia em diferentes indústrias, à medida que a IA amplia de forma significativa a produtividade e simplifica algumas tarefas.

A gigante americana de tecnologia Amazon e a seguradora alemã Allianz estão entre as empresas que, nos últimos meses, citaram a IA como uma das razões para eliminar vagas.

Enquanto isso, Meta e Microsoft cortaram milhares de postos de trabalho neste ano, afirmando ser necessário controlar custos ao mesmo tempo em que ampliam o investimento nessa área.

DeepL: origem e avaliação recente

Criada em 2017 como concorrente do Google Translate, a DeepL é amplamente utilizada e, em 2024, foi avaliada em dois bilhões de dólares (na época, 1,85 bilhão de euros).

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