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Denúncias de descargas poluentes no rio Corgo chegam ao Ministério Público

Homem com colete refletivo coleta amostra de água de rio para análise ambiental.

Denúncias encaminhadas ao Ministério Público

As denúncias sobre descargas poluentes no rio Corgo foram levadas ao Ministério Público após ocorrências registradas pela GNR e pela Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT).

Apurações da IGAMAOT sobre o rio Corgo e a ETAR

A Inspeção-Geral confirmou ter recebido duas denúncias de poluição no rio Corgo. A primeira, em 2023, apontava "descargas de águas residuais, alegadamente provenientes de Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e atividade extrativa", na área de Tourencinho, em Vila Pouca de Aguiar. A segunda, apresentada em dezembro de 2024, referia "alegadas descargas de águas residuais provenientes" da mesma ETAR.

Foto: Direitos reservados

Em relação à denúncia de uma descarga que teria atingido o rio Douro e se prolongado até a Régua, em 28 de abril, a IGAMAOT afirma que "não detetou" essa situação. Ainda assim, o episódio foi registrado pela GNR, que "investigou uma denúncia relativa à existência de coloração acastanhada e turva no leito do rio Corgo, com indícios de poluição".

A GNR também identificou duas ocorrências em 2025: uma ligada ao descarte de águas residuais industriais em sistemas de disposição de águas residuais urbanas e outra relacionada à suspeita da prática do crime de poluição. Ambas foram comunicadas ao Ministério Público.

Rios em diálogo

O tema da poluição esteve em debate no evento "Painel da Primavera - rios em diálogo", voltado à valorização, ao diagnóstico e à recuperação ecológica do rio Corgo e da ribeira da Pena. Promovido pela "CorGo", o encontro reuniu a comunidade local, órgãos públicos, especialistas, associações e representantes institucionais. Mais do que "um momento de denúncia, o encontro procurou abrir caminho para uma cooperação construtiva, orientada para soluções concretas, esclarecimento público e valorização do rio enquanto património comum".

Durante o evento, em 30 de maio, foi explicado que uma das dificuldades levantadas está ligada à sobrecarga da ETAR pela entrada de águas limpas, decorrentes de águas pluviais e de excedentes de nascentes privadas. Também foram mencionados episódios com impacto de efluentes associados à atividade vinícola.


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