Pular para o conteúdo

Aston Martin adia o primeiro elétrico e reforça os híbridos plug-in até 2026

Carro esportivo verde elétrico híbrido Aston Martin AM Hybrid em showroom moderno com estação de recarga.

Recentemente, a Aston Martin optou por postergar a chegada do seu primeiro carro 100% elétrico, que estava no calendário para 2025, e redirecionar as prioridades para a tecnologia híbrida plug-in.

Isso não representa um recuo nas metas de eletrificação da marca - seguem planejados quatro modelos totalmente elétricos -, porém o cronograma foi empurrado em um ano, agora mirando o fim de 2026.

Cronograma dos elétricos da Aston Martin

As declarações mais recentes de Lawrence Stroll, presidente executivo da fabricante britânica, vão nessa mesma direção. Ele disse que quer seguir produzindo carros a combustão “enquanto for permitido”.

“Enquanto nos for permitido fabricar carros com motores de combustão interna, vamos continuar a fabricá-los. Acredito que haverá sempre procura, mesmo que seja pequena.” - Lawrence Stroll, presidente executivo da Aston Martin

Sobre os quatro elétricos que a Aston Martin pretende lançar a partir de 2026 - um GT, um SUV, um crossover e um supercarro -, Stroll afirma que, apesar de já “estarem tecnicamente projetados e fisicamente concebidos”, a demanda por elétricos no segmento de luxo continua especialmente baixa.

“Nós planeávamos lançar os nossos modelos elétricos no final de 2025, e estava tudo pronto para o fazer, mas parece que o entusiasmo pelos elétricos é muito mais impulsionado pelos políticos do que pela procura por parte do consumidor.” - Lawrence Stroll, presidente executivo da Aston Martin

Regulamentação na União Europeia e possíveis revisões

Vale lembrar que a União Europeia determinou uma redução de 100% nas emissões de CO₂ a partir de 2035, o que tende a encerrar a venda de carros novos com motor a combustão, com algumas exceções relacionadas a combustíveis sintéticos.

Ainda assim, esse tema pode ganhar novos contornos. Em 2026, lideranças políticas devem analisar o ritmo da migração para a mobilidade elétrica e se ela é viável para os consumidores - o que pode abrir espaço para uma revisão dos planos.

Híbridos plug-in são a solução

Dessa forma, Stroll enxerga o investimento em híbridos plug-in não apenas como uma ponte na transição, mas também como uma aposta de longo prazo, prevendo que essa tecnologia siga em produção mesmo depois de 2030.

Ele também afirma que os clientes da Aston Martin têm se manifestado de maneira clara em favor dos motores a combustão interna, especialmente nos modelos mais esportivos, que ainda preservam “sons e cheiros”. Para os próximos anos, os híbridos plug-in aparecem, portanto, como o meio-termo mais adequado.

A base da tecnologia híbrida plug-in da Aston Martin deve ser o motor V8 fornecido pela Mercedes-AMG, já que os compradores da marca não gostam da alternativa V6 que vinha sendo considerada, por exemplo, para o Valhalla - vai ser V8. Mesmo o V12, segundo Stroll, não deve ficar de fora dessa eletrificação.

O Aston Martin DBX surge como o candidato mais provável a estrear a configuração híbrida plug-in da marca, não só por ser o modelo mais vendido como também por estar prestes a receber uma atualização em breve. Ainda assim, Stroll diz que toda a linha tem capacidade para ganhar uma opção híbrida plug-in.

Fonte: Autocar


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário