Contexto da disputa envolvendo o 737 MAX
A Boeing foi considerada sem responsabilidade nas acusações apresentadas pela LOT Polish Airlines, que apontava negligência na venda do jato 737 MAX para a transportadora polonesa.
A companhia aérea - que atualmente vem deixando aeronaves Embraer e avançando numa aproximação com a Airbus - entrou com ação alegando que a fabricante norte-americana já tinha conhecimento de problemas de tendência de nariz para cima em determinados cenários de voo do 737 MAX. Ainda assim, segundo a LOT, a Boeing teria divulgado o modelo como seguro e negociado a aeronave prometendo uma adaptação rápida dos pilotos, com um programa de formação que não incluía o novo sistema MCAS.
O que Boeing e LOT alegaram no processo
Na defesa, a Boeing sustentou que a LOT manteve a operação do jato mesmo depois dos acidentes e que, após as falhas serem corrigidas, a empresa não buscou se desfazer das aeronaves.
Decisão do juiz em Seattle e reação das partes
Nesta sexta-feira (22), um juiz de primeira instância em Seattle afastou a responsabilidade da Boeing e rejeitou o pedido da LOT de US$ 153 milhões em indenização. A quantia era referente ao período em que os aviões ficaram parados e ao prejuízo, segundo a companhia, causado à imagem da empresa na Polônia, conforme informou a Reuters.
A Boeing afirmou estar “grata” com a decisão. Já a LOT disse que não comentará o caso “já que o processo legal não foi concluído“, indicando que deve recorrer do entendimento do tribunal.
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