No início de maio, um Airbus A350-900 da China Eastern Airlines, que taxiava até o portão no aeroporto de Xangai, apresentou uma pane completa no sistema de frenagem.
Segundo dados preliminares do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA), elaborados a partir de informações repassadas pelas autoridades chinesas, a tripulação precisou recorrer ao reverso dos motores para tentar controlar a aeronave após a perda total dos freios.
Incidente com o Airbus A350-900 da China Eastern em Xangai
O jato bimotor, de matrícula B-324W, havia pousado vindo de Chengdu. No táxi até a posição de estacionamento, surgiram avisos de falha ligados ao sistema de freios, incluindo o freio automático e os acumuladores dos circuitos hidráulicos.
Embora a desaceleração após o pouso tenha ocorrido de forma normal, a pane total aconteceu quando o avião já havia saído da pista.
Manobras no solo e uso do reverso dos motores
Durante as manobras em solo, os pilotos aplicaram potência máxima no reverso, conforme os procedimentos de emergência previstos para perda de frenagem.
A aeronave chegou a imobilizar completamente, porém passou a se deslocar para trás. Quando os manetes foram levados para a posição de marcha lenta, o A350 voltou a avançar e acabou batendo repetidas vezes na ponte de embarque com a asa esquerda e o motor esquerdo.
Danos observados e alertas anteriores
Ninguém a bordo ficou ferido. Vídeos que circularam nas redes sociais indicam danos no bordo de ataque da asa e na carenagem do motor esquerdo.
O BEA ressaltou que, nas tentativas de manobra para administrar a situação, os pilotos acionaram o reverso dos motores diversas vezes.
Antes do incidente em solo, a tripulação já havia recebido um alerta de falha no sistema de referência inercial; durante o procedimento para desligá-lo, apareceram múltiplas mensagens de falha relacionadas ao sistema de freios.
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