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Realidade virtual: como a SEAT usa simulações 3D para desenvolver seus modelos

Carro esportivo conceito laranja metálico Seat VR Future em ambiente moderno com paredes de vidro.

A realidade virtual avançou muito nos últimos anos - e parte desse salto vem da indústria de videogames, que também passou a influenciar de forma importante o setor automotivo.

Dos videogames para a condução autônoma

Um exemplo claro é a Nvidia: uma empresa historicamente associada aos videogames e que hoje está entre as principais fornecedoras de componentes para a indústria automotiva na área de condução autônoma. Na prática, ela ajuda as montadoras a transformar em linguagem computacional aquilo que radares e câmeras registram ao longo de um trajeto.

Realidade virtual na SEAT para desenvolver novos modelos

O caso de hoje vai além desse tipo de aplicação. A SEAT vem usando simuladores e realidade virtual no desenvolvimento dos seus modelos. Veja como isso acontece:

Designers com óculos Full HD

Com óculos Full HD, os desenhadores conseguem se colocar em uma experiência de condução parecida com a que o futuro cliente terá. Embora o desenho de um automóvel ainda comece no lápis e no papel, ele convive muito de perto com a tecnologia 3D. Com essa base, os designers não avaliam só aspectos criativos, mas também pontos funcionais - o que permite assegurar 90% da viabilidade do projeto já numa etapa bem inicial.

95.000 simulações 3D por modelo

A realidade virtual tem peso em toda a fase de desenvolvimento. No caso do novo Ibiza, foram feitas 95.000 simulações, o dobro das realizadas na geração anterior. Entre outras atividades, foram conduzidos testes virtuais de colisão, para que os próximos automóveis sejam cada vez mais seguros. Ao longo de aproximadamente três anos e meio de desenvolvimento de um veículo, as simulações chegam a analisar até 3 milhões de elementos - um patamar que, há 30 anos, não passava de 5.000.

Protótipos, melhorias e a fábrica virtual

Redução de 30% no tempo de produção de um protótipo

Esse tipo de tecnologia também diminuiu pela metade a quantidade de protótipos físicos que precisava ser fabricada antes do lançamento de um novo modelo. Além disso, ela reduz em 30% o tempo de produção desses protótipos. Diferentemente do que acontecia há algumas décadas, hoje essas ferramentas permitem aplicar melhorias e tomar decisões com muito mais velocidade.

Mais de 800 áreas melhoradas em cada modelo

Ao cortar tempo e recursos na produção de um automóvel, o efeito chega ao cliente de forma positiva: não só na qualidade e na precisão do produto, como também na redução do preço final. No caso do SEAT Ateca, foram implementadas cerca de 800 melhorias antes do começo da produção.

Mergulho na fábrica virtual

As tecnologias virtuais ainda viabilizam uma imersão na reprodução de um ambiente real. Com óculos 3D e alguns controles, técnicos do Centro de Desenvolvimento de Protótipos conseguem reproduzir os movimentos realizados pelos operadores da linha de montagem e, assim, otimizar o tempo de trabalho, melhorar a ergonomia e visualizar o resultado final com o apoio dos óculos 3D.

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