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O motor elétrico HPM-400 da Equipmake com apenas 40 kg e 400 kW (544 cv)

Jovem segurando motor elétrico, analisando dados em laptop, com carro elétrico e motor tradicional ao fundo.

Debates e correntes filosóficas à parte, existe um mérito que praticamente todo mundo consegue atribuir ao motor elétrico: ele entrega muita potência sem deixar de ser leve e compacto.

Nos motores a combustão interna, costuma acontecer o contrário. Para buscar mais força, quase sempre é preciso aumentar a cilindrada e o número de cilindros - ou recorrer a soluções como turbocompressor ou compressor volumétrico.

Em outras palavras, elevar o desempenho do conjunto significou, na maioria das vezes, adicionar massa e volume. Foi justamente essa lógica que os motores elétricos passaram a contrariar, tornando a potência nos carros bem mais acessível - quase que de forma generalizada.

Exemplos não faltam: o Kia EV6 GT com 585 cv, o menor MG4 XPower com 435 cv ou o Tesla Model S Plaid com 1020 cv. E isso inevitavelmente leva à pergunta: até onde vai o limite do motor elétrico?

Potência elevada com pouco peso: a virada dos motores elétricos

A capacidade de concentrar desempenho em um conjunto pequeno é o que torna a eletrificação tão disruptiva. Quando a relação potência/peso sobe, abre-se espaço para projetos mais compactos sem abdicar de números de superesportivos.

Um motor monstruoso com apenas… 40 kg

Batizado de HPM-400 e desenvolvido pelos britânicos da Equipmake, esse motor compacto é uma demonstração clara do que os propulsores elétricos conseguem fazer. Com um “corpo” de apenas 40 kg (30 kg do motor + 10 kg do inversor de carboneto de silício), ele entrega até 400 kW (544 cv) e 250 Nm, além de girar a até 20 000 rpm.

Motor elétrico HPM-400: números e especificações

Os dados chamam atenção e sustentam a afirmação de que se trata do motor “com maior densidade de potência em todo o mundo”, conforme afirma o comunicado da empresa, sediada em Norfolk, no Reino Unido.

Revelado ao público na conferência «Future Propulsion», em 2023, também no Reino Unido, o HPM-400 nasceu de uma demanda bem diferente: ele foi inicialmente desenvolvido para “ser usado como bomba de combustível de um foguetão”, como explica Ian Foley, diretor executivo da Equipmake.

A proposta original era empregar esse motor no programa do foguete Eris, da empresa australiana Gilmour Space Technologies. Por isso, o projeto foi concebido para suportar acelerações e situações extremas.

Para dimensionar a ambição, o HPM-400 foi planejado para operar “à pressão atmosférica e no vácuo”, o que praticamente elimina restrições de uso. Segundo a Equipmake, ele foi desenhado “para aplicações espaciais, aeroespaciais e marítimas de alto rendimento”.

Pode chegar aos automóveis?

Com um conjunto desse nível, é difícil não imaginar a tecnologia migrando para os carros. E isso nem soa como algo tão distante, já que a empresa mantém no catálogo motores elétricos voltados a automóveis, ônibus e caminhões.

A experiência automotiva por trás da Equipmake

Além disso, o próprio Ian Foley carrega uma trajetória ligada ao setor automotivo e às pistas. Ele foi diretor de pesquisa e desenvolvimento da Lotus na Fórmula 1 entre 1991 e 1994 e passou sete anos liderando a Williams Hybrid Power.

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