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Diesel não morreu: o que o novo Audi A5 2.0 TDI ainda prova

Carro Audi A5 2.0 TDI 48V cinza em exposição em showroom moderno e iluminado.

Na virada dos anos 1990 para os 2000, o Diesel viveu uma década de ouro - a ponto de reinar em um dos palcos mais simbólicos do automobilismo, ainda que muito por conta dos regulamentos daquele período. Desde 2016, porém, a procura por motores a Diesel vem caindo e, provavelmente, nunca esteve tão baixa.

O Dieselgate e a virada na percepção do Diesel

Na prática, era difícil imaginar outro caminho. O peso do Dieselgate - o escândalo de emissões exposto em setembro de 2015 - reduziu drasticamente as possibilidades de um futuro diferente para esse tipo de motorização.

Vendas de carros novos: por que o Diesel perdeu espaço

Isso ajuda a explicar por que o Diesel despencou nas vendas de carros zero-quilômetro. Afinal, a adoção obrigatória de tecnologias para tratamento dos gases de escape deixou esses motores pouco viáveis nos segmentos de entrada, afastando ainda mais uma parte grande do público.

A frota em circulação (e o caso de Portugal)

O cenário muda quando o recorte considera apenas os carros que já estão rodando. Isso fica ainda mais evidente em um país como Portugal, onde a frota é bastante envelhecida: em 2023, a idade média dos automóveis de passeio era de 13,6 anos.

Ainda assim, mesmo com muita gente já tratando o Diesel como tecnologia ultrapassada, eu não desisti. Volta e meia ele me prova que ainda tem bastante a oferecer - e, para certos perfis de uso, eu ainda não encontrei alternativa melhor.

Audi A5 2.0 TDI mild-hybrid 48 V: quando o Diesel se mostra atual

Foi exatamente essa sensação que tive duas semanas atrás, durante o lançamento internacional com test-drive do novo Audi A5. Vocês podem ver (ou rever) o primeiro contato em vídeo:

Entre as novidades desta nova geração do A5 - que assume o lugar do A4 - está o motor 2.0 TDI com 204 cv, agora combinado a um sistema mild-hybrid de 48 V. Esse conjunto inclui dois motores elétricos e uma bateria LFP de 1,7 kWh.

Se um dos elétricos atua como motor de partida, o outro consegue exercer função de tração. Na prática, isso permite que o A5 2.0 TDI se mova sem acionar o motor a combustão em manobras de estacionamento ou em baixas velocidades.

Além disso, o sistema elétrico entrega um boost de 18 kW (24 cv) e 230 Nm de torque, melhorando a resposta do conjunto.

Na saída de curvas, quando afundamos o acelerador, dá para perceber claramente esse apoio elétrico, que elimina qualquer sensação de demora que poderia aparecer em rotações mais baixas. E isso, para mim, chama atenção.

Consumo e autonomia: números que continuam difíceis de bater

Mas o que mais me impressionou mesmo foi o consumo possível no dia a dia: em ritmo normal, por estradas secundárias, consegui rodar muitas vezes abaixo de 5 l/100 km com bastante facilidade. No uso urbano, é natural que esses valores subam, mas na rodovia a tendência é estabilizar abaixo de seis litros.

Se tomarmos 5,5 litros como referência, é só fazer a conta: com os 56 litros do tanque do Audi A5 Avant que eu testei, dá para passar de 1000 km com uma única «carga».

Não tem muito como contornar esse fato. É um número que, na prática, só costuma ser atingido com dois tipos de tecnologia: Diesel ou bi-fuel (por exemplo, gasolina+GLP).

Por isso eu repito: o Diesel não morreu. E, honestamente, ainda bem. Para quem vive de rodovia e soma vários milhares de quilômetros no fim do mês, continua não existindo solução melhor.

Se quiserem me chamar de antiquado, tudo bem - eu aceito esse rótulo sem problema. Mas não me entendam errado: não acho que o Diesel seja resposta para todo mundo, assim como os 100% elétricos também não são. Dito isso, reforço: para determinados tipos de uso, o Diesel ainda é imbatível.

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