A próxima semana, a partir de 14 de outubro, deve trazer más notícias para quem abastece: a expectativa é de alta nos preços dos principais combustíveis. O movimento é explicado principalmente pela variação do Brent, que avançou com força nos últimos dias, em meio ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
De acordo com informações repassadas por fontes ligadas ao setor de combustíveis, tanto o diesel (simples) quanto a gasolina (simples) devem subir três centavos por litro já no começo da próxima semana.
Se as projeções se confirmarem, o preço médio do diesel (simples) deverá ficar em 1,588 €/l, enquanto a gasolina (simples 95) sobe para 1,711 €/l.
Por que o Brent pressiona o preço dos combustíveis
A principal justificativa para a correção prevista é a evolução recente da cotação do Brent, que ganhou impulso nos últimos dias por causa do cenário de instabilidade no Oriente Médio.
Como são calculados os preços médios (DGEG)
Como de costume, a base usada para estimar o preço dos combustíveis são os números divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados referentes a ontem, quinta-feira, 10 de outubro.
Esses valores da DGEG já consideram os descontos aplicados pelas redes de postos e também as medidas do Governo que seguem em vigor. Ainda assim, vale reforçar que não são os preços que você necessariamente verá nos postos, pois se trata de referências médias e indicativas.
Além disso, cada revendedor mantém a liberdade de definir o preço que considera mais adequado à própria estratégia comercial.
Medidas do Governo
As medidas extraordinárias de apoio aos combustíveis continuam válidas, embora venham sendo reduzidas de forma gradual.
A tendência de recuo dos “descontos fiscais” deve permanecer, algo reiterado na proposta do Orçamento do Estado para 2025, apresentada ontem. Para 2025, o Governo propõe o “fim da isenção de ISP sobre os biocombustíveis avançados e o descongelamento progressivo da taxa de carbono”.
A medida com maior potencial de impacto na trajetória dos preços é a atualização gradual da taxa de carbono. Vale lembrar que ela já teve três atualizações desde 26 de agosto - a mais recente ocorreu em setembro. No momento, a taxa de carbono está em 81 €/t de CO2, conforme a Portaria nº 210-A/2024/1. Mesmo assim, permanece abaixo de 83,524 €/t, que era o valor previsto para este ano caso o congelamento não tivesse ocorrido.
O efeito acumulado da atualização da taxa de carbono no preço dos combustíveis chega a 7,5 centavos por litro no diesel e 6,9 centavos por litro na gasolina (fonte: Eco).
O “desconto” do ISP segue existindo - 15,1 centavos por litro no diesel e 16,3 centavos por litro na gasolina -, mas a soma total das ajudas deve ser menor. No total, isso representa 17,6 centavos por litro de diesel e 19,2 centavos por litro de gasolina.
Fonte: Contas-Poupança
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