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Volkswagen inicia fábrica de baterias em Valência com investimento de 10 bilhões e deixa Autoeuropa de fora

Engenheiro com capacete branco monitora robôs em linha de produção de baterias em fábrica moderna.

Com o objetivo de abastecer a produção de veículos 100% elétricos nas fábricas de Martorell e Pamplona - não há, para já, planos de eletrificação para a linha de produção da Autoeuropa - a Volkswagen deu início, neste mês, às obras daquela que será a sua segunda fábrica de baterias na Europa, num total previsto de seis unidades.

Situada a 30 quilómetros de Valência, numa área com mais de 130 hectares, esta unidade industrial ficará sob gestão da PowerCo, a nova empresa do Grupo Volkswagen encarregada das fábricas de baterias do “gigante” alemão.

Vale lembrar que Portugal estava entre os países na disputa para atrair este investimento. No entanto, tanto França como Portugal acabaram por perder para a Espanha.

10 mil milhões de investimento

Ao todo, esta fábrica representa um investimento de 10 mil milhões de euros na eletrificação. Uma parte será financiada pela Volkswagen e a outra pelo programa PETRE (Projetos Estratégicos para a Recuperação e Transformação Económica), o equivalente espanhol ao PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) de Portugal.

Os planos para a nova fábrica de baterias de Valência preveem uma capacidade anual conjunta de 40 GWh.

Um número que poderá ser ampliado, numa segunda fase, para 60 GWh.

Fábrica de baterias e motor económico

A nova fábrica espanhola de baterias junta-se a outras duas instalações do grupo alemão na Europa. A primeira, em Salzgitter, na Alemanha, já está em construção e deverá entrar em funcionamento em 2025. A terceira está prevista para Skelleftea, na Suécia.

De acordo com as projeções da marca alemã e do governo espanhol, esta nova fábrica de baterias deverá criar, de forma direta, mais de 3000 postos de trabalho. Também já está prevista a construção de um parque de geração de energia solar e eólica com 250 hectares.

Autoeuropa à margem da eletrificação

Na fábrica de baterias de Valência deverão ser produzidas células do tipo prismático. O principal destino dessas células serão os veículos saídos das linhas de produção das fábricas de Pamplona e da SEAT, em Martorell.

A única fábrica do grupo alemão na Península Ibérica que, para já, fica fora desta estratégia é a Autoeuropa.

As duas fábricas espanholas já contam com planos de conversão das suas linhas de produção para modelos 100% elétricos. A Autoeuropa, não.

O último plano divulgado para a unidade portuguesa previa apenas um investimento de 500 milhões de euros até 2025 - acredita-se que parte desse valor seja destinada à produção da segunda geração do T-Roc.

Quanto aos modelos, serão dessas fábricas espanholas que sairão os futuros compactos elétricos do Grupo Volkswagen. Entre eles estão o Volkswagen ID. 2All, o CUPRA UrbanRebel e um modelo equivalente da Skoda, que poderá chamar-se Elroq.

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