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Impressões iniciais de Fire Emblem Engage no Switch

Personagem azul com armadura corre em caminho de tabuleiro de xadrez, cercado por guerreiros medievais em cenário fantástico.

De Fire Emblem Three Houses a Fire Emblem Engage

Por muito tempo, eu só acompanhava a série Fire Emblem de longe. Sempre bateu aquela preocupação de que o lado de estratégia talvez não fosse para mim - além do peso de tentar decidir por onde começar e qual seria a melhor forma de encarar tantos jogos diferentes da franquia. O primeiro que realmente abracei foi Fire Emblem Three Houses e, depois de mais de 80 horas, ele virou um dos meus títulos favoritos no Switch e, de quebra, me transformou em fã de Fire Emblem. Desde o anúncio, passei a encarar Fire Emblem Engage como um tipo de prova: eu gosto mesmo de Fire Emblem, ou apenas me apaixonei por Three Houses e por aquela pegada de escola em estilo Hogwarts que o jogo traz? Pelas 10 horas que já investi em Engage, fico feliz em dizer que é a primeira opção.

História, Anéis Emblema e o Dragão Divino

Em termos de narrativa, Engage não está fazendo nada que eu não tenha visto antes em fantasia. Existe um herói que salvou o mundo, passa um longo período adormecido e desperta para descobrir que o reino, antes em paz, pode estar à beira do caos outra vez. Para completar, ele não se lembra de nada, e as memórias do passado vão voltando aos poucos, meio embaralhadas, abrindo caminho na cabeça do protagonista.

Esse herói é o Dragão Divino e, no meu caso, ele é o personagem principal de Engage. Ele carrega um Anel Emblema que permite acessar a força e a inteligência de combate de Marth, um herói clássico de Fire Emblem. Só que Marth não funciona apenas como “ferramenta” para usar no campo de batalha: eu converso com ele, aprofundo a nossa ligação e fortaleço esse vínculo - do mesmo jeito que faço com os diversos aliados que já recrutei para a equipe do meu Dragão Divino.

Desde essas cenas iniciais, conheci novos companheiros que também usam Anéis Emblema e vi como esses heróis antigos de Fire Emblem entram na experiência, tanto como recurso tático durante as lutas quanto como presenças com personalidade para interagir fora do combate.

Combate em Fire Emblem Engage e a mecânica Engage

O sistema estratégico de Engage não reinventa a roda - é Fire Emblem em essência -, mas a mecânica que dá nome ao jogo, Engage, é o diferencial que permite ao Dragão Divino ou a um aliado “invocar” o herói do seu Anel Emblema (seja Marth comigo ou Celica com outra personagem). Quem carrega um anel ganha uma forma Engage: o visual muda, normalmente dá para se deslocar por mais espaços no mapa e o personagem fica consideravelmente mais forte - ou, em alguns casos, assume uma função mais voltada a suporte, chegando a oferecer cura para o grupo inteiro.

Eu adoro como a mecânica Engage vira o jogo e muda o rumo de uma batalha. Em escaramuças menores, por exemplo, dá para limpar os inimigos rapidamente ao ativar três personagens em Engage ao mesmo tempo.

Por outro lado, até aqui Engage está devendo em dificuldade. Justamente por causa do Engage, raramente eu me sinto realmente ameaçado. Se um inimigo está prestes a eliminar um aliado, eu ativo Engage e chego mais rápido para defender. Se estou sendo cercado, a solução costuma ser a mesma. Ainda assim, eu continuo curtindo cada confronto, seja os ligados à história, seja as escaramuças mais simples.

Perdi um aliado aqui e outro ali - escolhi o estilo de jogo Casual, em que os personagens derrotados voltam depois que eu venço, porque quero conhecer melhor os diversos integrantes que encontrei -, mas até agora não falhei em nenhum objetivo principal de missão. Estou torcendo para que a dificuldade comece a subir em breve e, pelo rumo que a narrativa está tomando, imagino que isso vai acontecer.

Somniel, Elyos e o ritmo fora das batalhas

Quando não estou no combate, passo o tempo explorando Somniel, o hub central do jogo. É o castelo do Dragão Divino e funciona como o lugar onde dá para comprar roupas novas, armaduras e armas, itens gerais e outras coisas. Também é ali que você pode ficar com os cães, gatos, ovelhas e pássaros que adotou pelo mundo de Elyos, além de interagir com todo mundo do seu grupo para aumentar vínculos, assistir às conversas de suporte e treinar.

Sempre que não estou escolhendo a próxima missão no mapa-múndi de Elyos, estou em Somniel. Assim como aconteceu comigo no mosteiro de Three Houses, Somniel virou uma parada obrigatória, quase um check-in entre capítulos. Eu termino um capítulo, vou para lá e sigo minha rotina: passo nas lojas, no café de refeições, nas áreas de treino e em outros pontos.

Entendo que, para algumas pessoas, Somniel possa ficar repetitivo, mas ele está matando exatamente aquela vontade de “lista de tarefas” que me dá a sensação de estar no comando, como se o meu Dragão Divino fosse realmente quem organiza e lidera tudo.

Primeiras impressões até aqui

Fire Emblem Engage ainda não dominou cada pensamento meu ao longo do dia, porém tudo o que encontrei até agora vai de muito bom a excelente. A história é empolgante o bastante, mas, como eu ainda não vi reviravoltas, viradas dramáticas ou o nível de tensão pelo qual sei que a série Fire Emblem é famosa, nada parece particularmente marcante neste momento.

Eu até temo (pelo meu grupo) que essas coisas estejam a caminho - e mal posso esperar. Mas, mesmo que a narrativa de Engage continue tão “certinha” quanto está parecendo agora, tudo indica que ele será um Fire Emblem divertido, e isso já é motivo suficiente para eu ficar animado com mais um grande jogo no meu Switch.

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