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França endurece o malus écologique em 2024 e o Toyota GR Yaris sofre

Carro esportivo branco Toyota GR Eco 2024 em exposição com iluminação moderna e rodas brancas.

Desde 2023, a França aplica o malus écologique (penalização ecológica), uma taxa cobrada no momento do primeiro registro do veículo no país, criada para encarecer a compra de automóveis que emitem mais CO2.

Como o malus écologique ficou mais rígido em 2024

Em 2024, essa regra foi endurecida em dois pontos. Primeiro, caiu o patamar mínimo de emissões a partir do qual a taxa passa a ser cobrada: foi de 123 g/km para 118 g/km. Segundo, o teto do valor a pagar subiu de 50 mil euros para 60 mil euros - aplicado a veículos que emitam 194 g/km ou mais. No início da tabela, o valor mínimo segue em 50 euros para um carro que registre 118 g/km.

Outra mudança relevante foi o fim da regra que limitava o máximo da taxa a 50% do preço do veículo. Na prática, neste ano, qualquer modelo que emita 194 g/km de CO2 ou mais passa a pagar os 60 mil euros integralmente, independentemente do preço de tabela.

O exemplo do GR Yaris

Um dos muitos carros atingidos por essa política é o Toyota GR Yaris. O hot hatch foi atualizado, ganhou uma nova opção com câmbio automático e, com isso, tende a ser especialmente prejudicado: o preço final na França pode praticamente dobrar - ou até passar disso no caso do automático.

No GR Yaris manual, o preço no mercado francês parte de 46 300 euros, com emissões declaradas de 190 g/km de CO2. Pela tabela do malus écologique 2024, a compra recebe um acréscimo de 45 990 euros em taxa. Ou seja, quem comprar um GR Yaris na França vai desembolsar, no mínimo, 92 290 euros.

Já na versão automática, a situação fica ainda mais pesada porque as emissões são maiores: 210 g/km de CO2. Assim, ao preço final de 48 800 euros somam-se 60 mil euros de penalização. Ou seja, um total de 108 mil euros.

Outros modelos afetados, e quando há alívio na taxa

O Toyota GR Yaris está longe de ser o único a sofrer com o malus écologique. A lista é ampla e inclui até carros mais simples, como o Dacia Sandero (com 100 euros de taxa). Entre os hot hatch, também aparecem valores altos para modelos como o Ford Focus ST (28 413 euros) e o Honda Civic Type R (35 346 euros), que igualmente acabam bastante impactados.

Há, porém, situações previstas que ajudam a reduzir o valor devido - por exemplo, quando o veículo é comprado por famílias numerosas.

Peso, “cavalos fiscais” e incentivos a elétricos e híbridos plug-in

Além do CO2, existem outros critérios capazes de elevar o valor a pagar, como o peso (quando o carro tem mais de 1600 kg) e os chamados “cavalos fiscais” - neste caso, somente para veículos não certificados pela CE. Ainda assim, o limite máximo da taxa continua definido em 60 mil euros.

Ao mesmo tempo em que penaliza os veículos mais poluentes, a França mantém incentivos para a compra de veículos elétricos e híbridos plug-in: em 2024, eles são de 5000 euros e 3000 euros, respectivamente, para pessoas físicas.

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