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Embraer celebra 10 anos do primeiro voo do protótipo E190-E2 da família E-Jets E2

Dois homens de uniforme posam com tablet na frente de um jato branco estacionado em aeroporto.

Dez anos do primeiro voo do E190-E2

No dia 23 de maio, a Embraer marca uma data simbólica: completam-se dez anos desde a primeira decolagem do protótipo de um jato da família E2. Foi nessa ocasião, há uma década, que um E190-E2 levantou voo e deu início, de forma oficial, à campanha de ensaios em voo dos E-Jets E2.

A partir desse marco, começava uma nova etapa para a aviação comercial regional, com uma geração de aeronaves que reposicionaria a fabricante brasileira no cenário mundial.

Tecnologias e ganhos de eficiência da família E-Jets E2

Em relação à primeira geração dos E-Jets, o E2 trouxe uma evolução ampla, reunindo melhorias aerodinâmicas, eletrônicas e estruturais alinhadas à busca por mais eficiência operacional e maior sustentabilidade.

Entre as novidades, aparecem asas reprojetadas, uma atualização dos sistemas de controle de voo por comandos elétricos e os motores Pratt & Whitney PW1900G, que contribuem para diminuir consumo de combustível, ruído e emissões - características que aumentam o apelo do modelo para companhias aéreas.

Operação, expansão e desafios: E195-E2 e E175-E2

Depois de uma campanha de certificação exigente, o E2 começou a operar em abril de 2018 com a Widerøe. A companhia norueguesa, ao voar em aeroportos com condições desafiadoras, ajudou a demonstrar na prática a confiabilidade e a eficiência da aeronave.

O bom desempenho do E190-E2 também acelerou a ampliação da linha com o E195-E2, o maior avião comercial já produzido no Brasil, que realizou seu primeiro voo em março de 2017.

Voltada a transportar mais passageiros mantendo custos operacionais reduzidos, essa variante entrou em operação comercial em setembro de 2019 pela Azul Linhas Aéreas, fortalecendo sua presença em ligações domésticas e internacionais.

Segundo dados da Embraer, os E-Jets E2 entregam até 25% de redução no consumo de combustível frente à geração anterior, além de menores emissões de CO₂ e menos ruído em aeroportos - pontos que ajudaram a impulsionar pedidos em mercados estratégicos como Europa, Ásia e América do Norte.

Se E190-E2 e E195-E2 avançaram, o E175-E2 encontrou obstáculos associados às “cláusulas de escopo” da aviação regional dos Estados Unidos, que impõem limites de peso e capacidade às aeronaves operadas por empresas regionais.

O E175-E2, que voou pela primeira vez em dezembro de 2019, fica acima desses limites, o que impede sua entrada imediata no principal mercado do segmento. Diante disso, a Embraer decidiu pausar o desenvolvimento da versão e manter a produção do E175 original, que segue dominante nos EUA.

Mesmo com esse entrave, a primeira década da família E2 é, em geral, interpretada como bem-sucedida: o programa reforçou a Embraer entre os principais fabricantes globais de aviões comerciais, elevou o patamar tecnológico nacional e contribuiu para o fortalecimento da indústria aeroespacial brasileira.

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