Fiscalização no Aeroporto Internacional de Detroit
Dois pesquisadores estrangeiros ligados aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) foram denunciados por uma suposta tentativa de entrada ilegal nos Estados Unidos com frascos contendo o vírus Monkeypox, associado à “varíola do macaco”.
O caso aconteceu em janeiro de 2026, quando os acusados chegaram em um voo comercial ao Aeroporto Internacional de Detroit. Se forem condenados, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.
Quem são os acusados e quais crimes são apontados
De acordo com o Escritório do Procurador dos EUA para o Distrito Leste de Michigan, os denunciados são Vincent Munster, 53 anos, da Holanda, e Claude Kwe, 38 anos, de Camarões. Eles devem responder por declarações falsas feitas às autoridades alfandegárias e por conspiração para importação ilegal.
Segundo as informações oficiais, Kwe entrou no país em um voo da Delta Air Lines que saiu de Brazzaville, no Congo, e fez conexão em Paris.
O que a CBP encontrou na mala durante a inspeção
Durante uma inspeção secundária conduzida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Kwe teria retirado uma mala grande preta e a colocado perto de Munster, apontado como chefe da Seção de Ecologia Viral do NIH.
Ao revistar a bagagem, agentes relataram ter localizado mais de 100 frascos; entre eles, 14 continham o vírus Monkeypox inativado.
Para trazer esse tipo de material ao país, seria necessária documentação e uma autorização específica - algo que, conforme a acusação, os pesquisadores não teriam providenciado. Eles estavam no Congo por causa de um surto da doença.
Jennifer Runyan, agente especial do FBI em Detroit, declarou que “nenhum pesquisador está acima da lei” e afirmou que a denúncia é grave, por envolver contrabando ilegal de patógenos e uma tentativa de enganar autoridades federais.
Contexto: mpox e formas de transmissão
Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou o nome mpox para a infecção causada pelo vírus Monkeypox, embora o vírus mantenha seu nome original.
Nos países ocidentais, o surto foi registrado principalmente entre homens que fazem sexo com homens, mas a transmissão exige contato próximo - sobretudo pele a pele - e pode atingir qualquer pessoa.
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