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Airbus vai recorrer à Corte de Cassação após condenação no caso do voo AF447

Mesa de madeira com modelo de avião, óculos, pilha de documentos e aparelho laranja em escritório formal.

Recurso à Corte de Cassação no caso AF447

A Airbus, fabricante europeia, informou que vai recorrer à Corte de Cassação da França depois da decisão do Tribunal de Apelação de Paris que condenou a companhia no processo relacionado ao acidente do voo AF447 da Air France, ocorrido em 2009 entre o Rio de Janeiro e Paris.

Em comunicado oficial divulgado hoje, 21 de maio de 2026, logo após a condenação, a empresa disse que toma ciência do entendimento do tribunal, mas ressaltou que essa conclusão diverge de posicionamentos anteriores do Ministério Público francês, assim como do arquivamento determinado pelos juízes de instrução em 2019 e da absolvição em primeira instância, anunciada em 2023.

Segundo a fabricante, a iniciativa de recorrer tem como objetivo viabilizar uma nova apreciação das questões jurídicas discutidas ao longo do processo. “Consequentemente, a Airbus decidiu apresentar um recurso à Corte de Cassação para permitir uma revisão judicial das questões legais suscitadas por este caso”, afirmou a empresa.

Posição da Airbus e apoio às famílias

No mesmo texto, a Airbus declarou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas. A fabricante afirmou suas “mais profundas condolências” e reiterou que mantém apoio contínuo às famílias atingidas pela tragédia.

Ainda conforme o comunicado, a companhia frisou que, desde o começo das investigações, buscou compreender o que ocorreu, esclarecer os fatos e aplicar as lições aprendidas para aprimorar de forma permanente a segurança da aviação.

Contexto do acidente do voo AF447 (Air France)

O voo AF447 caiu em 1º de junho de 2009, quando um Airbus A330 da Air France se chocou contra o Oceano Atlântico durante o trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. O acidente resultou em 228 mortes e é considerado um dos episódios mais marcantes da aviação comercial mundial.

Entendimento da Justiça francesa na condenação

Na condenação proferida hoje, a Justiça francesa concluiu que Airbus e Air France agiram com negligência, ao não realizarem os esforços necessários para aprimorar o treinamento dos pilotos e diante de possíveis falhas envolvendo o tubo de pitot, que teria congelado no A330-200. Isso teria provocado leitura incorreta de velocidade em um dos instrumentos, interpretada por um dos pilotos como excesso de velocidade, levando à aplicação da manobra de elevar o nariz para reduzir a velocidade do jato, o que culminou em estol (perda de sustentação) e, em seguida, na queda.

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