Registro do incidente e contexto
Um episódio envolvendo um controlador de tráfego aéreo (ATC) do Aeroporto JFK, em Nova York, e um piloto da British Airways aconteceu por volta das 23h30 do dia 9 de maio. O caso foi divulgado recentemente no YouTube pelo canal VASAviation, acompanhado de uma reconstituição do voo.
Dúvida sobre LVO e a visibilidade durante o táxi
Naquele momento, o Boeing 787-10 taxiava em direção à pista para a decolagem com destino a Londres quando as condições estavam bastante restritas. O Alcance Visual de Pista (RVR) informado era de 1.000 pés, o que levou o comandante a perguntar se os procedimentos de baixa visibilidade (Low Visibility Operations – LVO) já estavam em vigor.
Buscando a confirmação necessária para prosseguir com segurança nas condições limitadas, o piloto da British Airways voltou a questionar o controlador diversas vezes sobre a declaração de LVO.
Apesar disso, o controlador afirmou não entender a dúvida e disse que não estava declarando LVO, mesmo tendo reportado o RVR de 1.000 pés - um sinal claro de baixa visibilidade.
A troca de mensagens continuou: de um lado, o piloto insistia na confirmação dos procedimentos para manter a operação segura; do outro, o controlador demonstrava pouco interesse em esclarecer, o que acabou gerando irritação.
Com a visibilidade ainda inadequada, a aeronave teve de aguardar e se afastar da pista até que as condições permitissem a decolagem.
FAA, SMGCS e a possível origem da confusão
Não é totalmente evidente o motivo de o controlador ter agido dessa maneira. Ainda assim, vale lembrar que a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) não adota oficialmente o termo LVO, usando outras designações - como SMGCS - para procedimentos em baixa visibilidade, o que pode causar confusão.
Ao final, o piloto britânico decolou quando verificou que a visibilidade já atendia ao que estava previsto em seu manual operacional.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário